Como Fazer Planejamento Financeiro Empresarial

É de extrema importância estar por dentro de todas as contas de sua empresa, desde as despesas até aquilo que espera entrar no caixa. Então vamos detalhar tudo sobre o que é e como fazer um planejamento financeiro empresarial.

Etapas iniciais de um planejamento financeiro empresarial

Compras: Projete os gastos com compras com base no histórico nas estimativas de produção e venda e, nas sazonalidades.

Salários: Projete as datas e o
total a ser pago. Fique atento para não esquecer as quantias, datas para
pagamento dos salários e outros benefícios como férias e do 13º salário.

Impostos: É muito importante ter
em mãos sempre o calendário para pagamento dos impostos, projetando os valores
com base nas vendas ocorridas.

Ajustes e negociações: Fique de
olho em situações de sobra ou de falta de caixa, para que se necessário, tenha
que fazer negociações com fornecedores a respeito de prazos e valores.

Veja abaixo dicas de como fazer o planejamento financeiro correto da sua empresa:

  • Deixe sua conta pessoal fora da empresa, é bem comum que se use a conta da empresa, porém isso faz com que no final do mês surjam várias dúvidas e uma delas é o valor não baterem ou a falta de dinheiro, as contas ao se misturarem acaba sendo mais difícil ter um controle.
  • Criei um plano de contas, nele você pode detalhar uma estratégia mais especifica para controle das contas, despesas, pagamento a terceiros, com detalhes específicos do fluxo de caixa.
  • Utilize ferramentas para eliminar a papelada, isso garante que você possa compartilhar documentos com sua equipe de forma mais organizada e demanda menos tempo na gestão.
  • Planeje sua gestão orçamentária, isso vai definir onde você quer chegar ao longo do tempo com sua empresa, assim como uma visão mais clara a longo prazo de lucros e gastos,  projeções de faturamento, custos variáveis, gastos e investimentos, além disso calcula com precisão se os resultados foram de acordo com o planejado e o que pode ser feito para melhorar.

>>Veja Também: Declaração de Imposto de Renda 2021

Como
definir os custos da sua empresa?

Saber definir os custos de uma empresa é essencial para
sobrevivência dela. O mercado está cada vez mais competitivo, e isso demanda do
empreendedor uma série de conhecimentos para se manter no topo.

Para que se consiga implementar melhorias em sua empresa,
você deve saber alguns indicadores de desempenho como: ponto de equilíbrio, margem de lucro de produtos e serviços, retorno
sobre o investimento e lucratividade do negócio pode ajudar você a tomar
decisões mais acertadas no dia a dia da sua empresa.

Esses indicadores dependem das despesas
realizadas na sua empresa e só é possível calculá-las se tiver um bom controle
delas. No Brasil, a legislação exige que a apropriação de custos seja feita por
um dos seguintes métodos:

- Método de Absorção: onde todos os gastos, independentemente de serem fixos ou
variáveis, devem ser divididos por todos os produtos ou serviços finais.

- Sistema de custeio
variável: 
– onde os custos dos
produtos finais ou serviços leva em conta apenas os custos variáveis, fazendo
que os custos fixos sejam atribuídos somente no momento do resultado do
exercício.

Fonte: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ba/artigos/tudo-para-organizar-as-financas-da-sua-empresa,202d21b5505a5610VgnVCM1000004c00210aRCRD

De acordo com o método que você
escolher, é muito importante que a empresa sempre estime os custos de produção,
comercialização, mão de obra e depreciação.

Com relação aos custos de produtos, eles
são classificados de duas maneiras:

- Custos Fixos:
independente da quantidade de produtos vendidos ou serviços prestados, seus
valores não sofrem alteração. Exemplo: aluguel, contador, entre outros.

- Custos variáveis: são
somados aos custos variáveis todos os gastos que variam de acordo com a
produção ou com as vendas realizadas. Estão relacionados com a matéria prima,
os materiais diretos e a terceirização.

Importante dizer é que um mesmo custo
pode ser fixo ou variável dependendo do produto que se vende.

Buscar o conhecimento de todas as despesas da sua empresa e a forma como você exerce a sua gestão financeira  e se relaciona com cada processo e projeto da empresa, irá te ajudar a encontrar oportunidades de economia de recursos e promover cada vez mais a rentabilidade do seu negócio.

>> Veja Também : O que é Capital de Giro e Como Calcular

Lucro

Vamos tratar daquilo que toda empresa
necessita e precisa: Lucro!

Como calcular o lucro por produto ou serviço?

O lucro é o resultado que sobra das
vendas, já retirando as despesas, custos, inclusive a remuneração dos sócios. É
muito importante conhecer a margem de lucro do seu negócio, analisar a margem
de cada produto, para que se possa aprimorar os resultados daqueles produtos
com menor margem de lucro e potencializar as vendas daqueles com maior margem.

Veja as suas despesas:

Despesas fixas: não há
variação de acordo com número de vendas. Exemplos: Aluguel, salários, encargos,
pró-labore, luz, contador, despesas bancárias.

Despesas variáveis: elas
aumentam ou diminuem de acordo com número de vendas. Exemplos: Impostos,
comissões, embalagens, frete.

Custo do produto vendido: todos
os custos de aquisição ou fabricação do produto como frete e impostos.

Custo do serviço prestado: este
custo é composto por todos os custos necessários à prestação do serviço como
mão-de-obra direta e materiais.

Margem de contribuição: conhecida
como lucro bruto é a diferença entre o preço de venda e todos os custos e
despesas variáveis. É o que ¨sobra¨ para pagar as despesas fi­xas e gerar um
lucro para a empresa.  

Vejamos alguns exemplos de cálculo de
lucro de um serviço de TI e de produtos vendidos em um salão de beleza:

Receita total: R$ 20.000

Custos de execução dos serviços: R$ 13.000

Impostos: R$ 1.000

Despesas fixas e variáveis: R$ 2.000

Lucro líquido: R$ 20.000 – R$
13.000 – R$ 1.000 – R$ 2.000 = R$ 4.000

Margem de lucro líquido: R$ 4.000/R$ 20.000 = 0,20 x 100 = 20%

o que é e como fazer planejamento financeiro empresarial

Algumas dicas:

- Realize o registro diário de
entradas e saídas;

- Monitore os pagamentos e
recebimentos;

- Faça a análise do saldo diariamente;

- Quando a situação for positiva
(superavitária), procure analisar sobre possíveis investimentos;

- Quando a situação foi negativa (defi­citária),
analise sobre a necessidade de capital de giro e, outras ações possíveis para
recuperação ­financeira da empresa;

- Pague suas contas em dia, evitando
juros;

- Em caso de di­ficuldade para pagamento
das contas, procure negociar com seus fornecedores;

- Fique atendo para o registro dos
gastos com valores baixos. Estes podem ter um impacto importante no seu fluxo
de caixa;

- As informações sobre as contas a pagar e a receber, devem ser organizadas em pastas, pois serão úteis também no momento da Declaração do IRPJ.

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